quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Pra tentar suprir a falta do verso escrito a carvão na parede do
quarto:


EU

A exaltação universal
trago-a,
quente e vermelha,
em cada gota de meu sangue.
No meu cérebro
passam, numa rapidez inquietante
de navalhas, ferindo,
os pensamentos,
que nem todos podem pensar.
A ressurreição
da claridade delirante de todos os dias de sol
corre em algemas gritantes
pelos meus gestos expressivos.
Meus nervos,
- cobras vibrantes - enroscam-se
pela árvore branca e sonora
de meu corpo jovem
e deixam restos de sensações fortes
na selva emocional
de minha alma!
Eu tenho uma sensibilidade de punhal!
E nos meus poemas
dança, em alegorias bizarras
e movimentos novos,
toda a instintiva
e incontida
volúpia universal!

(Violeta Branca)

Pra quem não sabe, a primeira mulher a entrar em uma academia de letras no Brasil e, provavelmente, a primeira mulher a publicar na literatura amazonense.

1 comentários:

Unknown disse...

sei sei rodrigo!!
tsc tsc
;)